Campinas, 10 de fevereiro de 2020 – O Programa IA2 MCTI – iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações com o apoio da Softex que tem o objetivo de fomentar o uso de Inteligência Artificial (IA) para agilizar a evolução tecnológica em áreas consideradas prioritárias – entrou na fase de aceleração. Nessa fase, 30 startups irão conduzir seus projetos em parceria com instituições de pesquisa e desenvolvimento (ICTs) e aceleradoras que tiveram suas propostas aprovadas na primeira etapa do programa. É o caso do CPQD que, em parceria com a aceleradora E-volve, teve cinco startups selecionadas para essa nova fase do Programa IA2 MCTI.

“Na primeira etapa, de pré-aceleração, trabalhamos junto a nove startups, das quais cinco passaram para a fase de aceleração”, conta João Eduardo Ferreira Neto, gerente de Desenvolvimento de Negócios em IA do CPQD. Nesse período, que ocorreu entre setembro e novembro, as startups receberam mentorias tecnológicas e de negócios. Foram, no total, 41 mentorias tecnológicas, com a participação dos times técnicos e de pesquisadores do CPQD, e 21 mentorias de negócios, com os especialistas da E-volve – que também promoveu cinco webinars.

Na nova fase, que tem duração prevista de seis meses, as startups selecionadas receberão, cada uma, R$ 200 mil – R$ 100 mil do Programa IA2 MCTI e R$ 100 mil de investidores – para o desenvolvimento de seus projetos. Das cinco startups que irão trabalhar em conjunto com o CPQD e a E-volve, duas atuam na área de saúde: Caren, do Rio de Janeiro, e Predict Vision, instalada em São Paulo. As outras startups selecionadas são InCeres, que tem foco no agronegócio; Data Machina, com atuação na área de cidades inteligentes, e a Quattro, na área de logística.

Dividido em quatro fases, o Programa IA2 MCTI envolve todo o ecossistema de inovação do país: empresas interessadas em testar tecnologias de IA, aceleradoras, instituições de pesquisa da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (ICTs), startups, grupos de pesquisa e empresas de TI. As quatro áreas consideradas prioritárias, contempladas no programa, são agronegócio, saúde, indústria e cidades inteligentes. E é com o objetivo de acelerar a evolução tecnológica dessas áreas que está sendo incentivado o desenvolvimento de soluções de impacto baseadas em Inteligência Artificial (IA) e em inovação aberta.

Fonte: JorNow

Por Fabrício Lourenço
Comunicação Softex

Brasília, 8 de fevereiro de 2021 – Produzir conteúdo em ampla temática na geração de conhecimento a ser utilizado como ferramenta de promoção do crescimento para empresas. Esse é um dos objetivos do MPS Talks, evento semanal que conta com o apoio da Softex.

De forma ampla, o MPS busca promover e expandir a qualidade de software e de serviços, a fim de incentivar o desenvolvimento do Brasil por meio da inovação.

A programação do mês de fevereiro, que já está fechada, traz, nesta quarta-feira (10), a partir das 13h, o tema “Caracterização de startups quanto ao processo, qualidade do produto e gestão de TI”, a ser ministrado por Adriano Bessa (Unifor) e Ana Regina da Rocha (CoPPE/UFRJ e Implementum).

O próximo encontro ocorrerá no dia 24 e trará o tema “Resultados de Pesquisa sobre desenvolvimento de Software na Pandemia”, a ser proferido por Marcos Kalinowiski (PUC-Rio).

Com meia hora de duração, o evento pretende abordar temas com foco em Tecnologia e Inovação durante todo o ano. As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas aqui.

Aporte foi liderado pelo Valor Capital. Recursos serão usados para acelerar internacionalização da startup brasileira, dona de uma plataforma de comunicação de código aberto usada pelo Credit Suisse, na Ásia, e pela Marinha dos EUA

A startup brasileira Rocket.Chat é uma das empresas mais internacionalizadas do Brasil. Dona de uma plataforma de comunicação, o produto da companhia é usado em mais d e 170 países e conta mais de 16 milhões de usuários ao redor do planeta.

Desse universo grande de usuários, poucos deles são pagos: cerca de 500 empresas. Mas são corporações do porte do Credit Suisse, na Ásia, e da Marinha dos Estados Unidos. Agora a Rocket.Chat, fundada pelo brasileiro Gabriel Engel, em 2015, dá o seu mais ousado passo para bancar sua ambição global.

A companhia acaba de captar R$ 100 milhões (US$ 18,9 milhões) em uma concorrida séria A liderada pelo Valor Capital. Passaram também a fazer parte da base dos acionistas a e.ventures, a Greycroft e a Graphene Ventures. Monashees, NEA, ONEVC e DFG seguiram o aporte.

“A intenção era captar US$ 10 milhões, mas a rodada foi extremamente competitiva e conseguimos quase o dobro”, afirma Engel, com exclusividade ao NeoFeed. “Podemos escolher os fundos que mais agregariam a nossa estratégia.”

O grupo de investidores que entraram na rodada dá uma medida da ambição. O Valor Capital, do embaixador Clifford Sobel, pode ajudar na conexão Brasil e EUA e na relação com governos. A e.ventures é especialista em open source, a base da plataforma de comunicação da Rocket.Chat. A Graphene Ventures, por sua vez, é um fundo americano com conexões no Oriente Médio. A Greycroft atua com força na área de mídia e marketing.

Esse grupo de investidores vai ajudar na expansão global da companhia. A maior parte da receita da Rocket.Chat já vem de fora. Os EUA são responsáveis por 40% do faturamento; a Europa, 20%; e a região da Ásia/Pacífico, 30%. O Brasil representa apenas 10%.

Os recursos serão usados também para triplicar o time de funcionários da startup, que deve passar dos atuais 70 para 210 ao longo de 2021. A grande maioria será contratada fora do País, em regiões que são consideradas vitais para a Rocket.Chat. Entre elas, a Alemanha e a Arábia Saudita.

“Serão pessoas para atuar nas áreas de suporte, de vendas e de pré-vendas”, afirma Engel. “Não teremos escritórios e vamos continuar nesse modelo de as pessoas trabalharem remotamente.”

De acordo com um investidor que participou do processo de captação da Rocket.Chat, a startup teve um crescimento forte em 2020 e estruturou as bases para seu próximo passo, investindo no produto e na parte comercial. “Foi uma série A padrão do Vale do Silício”, afirma o investidor, em um referência ao valor do aporte. “Agora, é a hora de escalar.”

A Rocket. Chat, cuja sede é em Porto Alegre, conta com uma versão gratuita do produto, que pode ser usado por qualquer pessoa ou empresa. Uma das versões pagas funciona no modelo de SaaS (software as a service). Mas ela representa apenas 20% de sua receita. A maioria dos contratos é para grandes empresas, que exigem algum nível de personalização e integração. Nos dois casos, o pagamento é por usuários por mês.

Além de ser uma plataforma de comunicação capaz de criar canais, grupos, chats e conferências, o produto da Rocket.Chat pode se conectar com diversas outras soluções do mercado, porque é um software de código aberto.

A lista de plataformas de comunicação que podem ser integradas ao Rocket.Chat é extensa. Ela vai do aplicativo de mensagens WhatsApp, do Facebook, passa pelo Slack, companhia comprada pela Salesforce por US$ 27,7 bilhões, e já chega até ao Teams, um produto da Microsoft. E inclui ainda o WeChat, da Tencent, o Skype, da Microsoft, ou o Apple Business, da Apple, entre muitos outros.

Para garantir essa flexibilidade, o Rocket.Chat pode ser instalado na infraestrutura tecnológica da empresa. Com isso, ele fica mais seguro e garante mais privacidade. Mas, por outro lado, exige equipes especializadas de tecnologia para fazer a configuração.

 

Por Ralphe Manzoni Jr.
NeoFeed

Startup Safe Drink, que participa do programa Conecta Startup Brasil, uma iniciativa do MCTI, ABDI e Softex , em parceria com a CNPQ, desenvolve projeto com foco em tecnologia acessível que garante água potável para famílias no Maranhão , gerando transformação e impacto social. A Softex, que foi essencial nesse processo, facilitou a conexão da Startup com a empresa Vale, além de apoiá-la com capacitação, investimento e suporte na conexão entre as partes.

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