Eles são cada vez mais numerosos e mais espertos. São dispositivos que usam todo o seu tempo para observar, registrar e gerar o conhecimento necessário para que eles reconheçam imagens, textos complexos e sons, diferenciando até mesmo a entonação de nossa voz. É a inteligência artificial e o aprendizado de máquina empregados de forma cada vez mais intensiva em nosso cotidiano, tanto no campo pessoal como no profissional.

Entretanto, a área de inteligência artificial é atualmente muito boa para resolver problemas isolados. Mas, quando precisamos integrar essas informações para agir em situações mais complexas, ainda nos deparamos com diversos elementos fragmentados. A ideia das arquiteturas cognitivas é dar um passo à frente, pensando em como realizar essa integração e construir uma criatura inteligente.

Nesse painel, Mário Cintra, gerente de P&D do Instituto Eldorado; Leandro Villas, professor no Instituto de Computação da Universidade de Campinas (UNICAMP); Benicio Goulart, gerente de desenvolvimento de software da Motorola; e Diônes Lima, vice-presidente executivo da Softex, analisarão de que forma a Lei de Informática e os incentivos fiscais podem alavancar a inovação nos negócios.

Como exemplo, será apresentado o Hub de Inteligência Artificial e Arquiteturas Cognitivas (H.IAAC). No ano passado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a Softex, o Instituto Eldorado e a Unicamp criaram esse espaço de disseminação e desenvolvimento de conhecimento sobre tecnologias capazes de integrar recursos de inteligência em dispositivos móveis com o propósito de torná-los efetivamente inteligentes e hábeis a tomar decisões.

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O objetivo desse painel, que contará com as participações de Apoena Mendes, da Vale Business Partner; Carina Ramos Munhoz, New Ventures Specialist da 3M; e Elisa Carlos, head de operações da Softex, é apresentar de que forma as empresas podem contribuir para a transformação social por meio de programas inovadores.

Um exemplo é a Escola do Trabalhador 4.0, plataforma de ensino remoto desenvolvida pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SEPEC/ME) em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Ela inclui cursos da Microsoft por meio da ferramenta Microsoft Community Training e será implementada em parceria com a Softex com o objetivo de capacitar aproximadamente 5,5 milhões de jovens e adultos de todo o país até 2023.

A participação da Microsoft visa oferecer orientação personalizada de 315 mil cidadãos desempregados ou em situação de vulnerabilidade e integra o plano de expansão da Softex, responsável pelas atividades relacionadas aos cursos, nas áreas de inovação e negócios. Desenvolvida pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SEPEC/ME) a plataforma de ensino remoto Escola do Trabalhador oferecerá 20 cursos profissionalizantes de tecnologia. Eles vão desde alfabetização digital até módulos mais avançados de computação em nuvem, inteligência artificial (IA) e ciência de dados.

A plataforma tem como público-alvo prioritário os trabalhadores da iniciativa privada de todo o Brasil, com foco nos cadastrados na plataforma SINE. Porém, estará aberta para qualquer pessoa interessada em se capacitar e a aumentar suas chances de uma colocação profissional.

“O Escola do Trabalhador tem a proposta de apoiar todos aqueles que procuram acesso a uma formação e capacitação técnica para encontrar vaga em um mercado de trabalho que vem apresentando alta demanda mesmo em um momento de economia em retração, como é o caso do setor de tecnologia. Esse programa se destaca por propor um olhar comunitário como o ponto de partida para a solução dos muitos problemas que afetam a economia de todos os países”, explica Diônes Lima, vice-presidente da Softex.

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Softex renovaram o convênio do Projeto Setorial Brasil IT+. Trata-se do maior e mais abrangente plano de internacionalização competitiva de empresas desenvolvedoras de software e prestadoras de serviços já implementado no país.

Ao longo dos próximos dois anos, R$ 20 milhões serão investidos em ações de promoção comercial no exterior. Os mercados-alvos prioritários do projeto são Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Portugal, Espanha, Colômbia e Chile.

Nesse painel, Eros Silva, da ApexBrasil; Rogério Godoy, Head de Marketing na SenhaSegura; e Leandro Coletti, vice-presidente de vendas da Rocket.Chat, conversarão com Jéssica Dias, da Softex, sobre os muitos caminhos e as múltiplas possibilidades para a realização de um projeto de internacionalização de sucesso.

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Para apresentar os benefícios oferecidos e também o novo ciclo para o biênio 2022-2024 do Projeto Setorial Brasil IT+, desenvolvido em parceria pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Softex, foi realizado neste mês de abril o encontro multistreaming Unboxing Brasil IT+: What’s your next step?”.

Na oportunidade, André Moppe, CEO da Dream2B; André Calvente, líder de comunicação global na Alana AI; e Ana Tiengo, gerente de marketing e vendas internas na MC1 comentam sobre a tomada de decisão estratégica de se internacionalizar, os desafios e as oportunidades do processo.

Criada em 2015 em Londres, mas com DNA 100% brasileiro, a startup de inteligência artificial Alana AI oferece soluções de automação humanizada para o atendimento aos clientes.

“Nossa relação com o Projeto Setorial começou em 2020, com a necessidade de testarmos nosso produto e avaliar mercados potenciais para o negócio. Graças aos encontros com agentes facilitadores durante missões realizadas a Portugal e à Espanha, iniciamos um projeto de networking e de mapeamento de oportunidades no mercado europeu. Expandimos nossa atuação na América Latina através de clientes parceiros e começamos nova etapa no México”, relembra André Calvente, líder de comunicação global na Alana AI, que tem entre seus clientes Coca-Cola, Nivea e Polishop. “Foi muito interessante e importante ter ao nosso lado a Softex e ApexBrasil ao longo deste processo tão crítico de uma decisão de internacionalização que é entender os mercados”, complementa.

São muitas as razões que motivam uma empresa a se internacionalizar, tais como ampliação de mercado, valorização da marca, incorporação de novas tecnologias, melhoria dos padrões de qualidade e de inovação.

Outra motivação pode ser a necessidade de uma empresa defender o seu mercado local. E foi este o caso da MC1, especializada em soluções de mobilidade e inteligência de mercado e líder na América Latina para a indústria de bens de consumo.

Após uma tentativa frustrada entre os anos de 2006 e 2007, quando a empresa – sem nenhum conhecimento prévio ou ajuda especializada – abriu escritórios na Argentina, Chile e Colômbia e enviou colaboradores para cada país, perdendo no processo perdeu tempo e dinheiro, em 2009 a MC1 aderiu ao Projeto Setorial Brasil IT+.

“Passamos a ter acesso a pesquisas de mercado, começamos a frequentar feiras e missões internacionais e, o que entendo como fundamental: aprendemos como atuar e interagir com esses interlocutores, incrementando o nosso networking e conhecendo de perto as demandas das empresas”, destaca Ana Tiengo, gerente de marketing e vendas internas na MC1.

A parceria com a Softex deu tão certo que a MC1 se tornou a primeira empresa brasileira de software a ser posicionada como representativa no Gartner, o que trouxe novos clientes e atraiu investidores. Hoje, a MC1 é uma companhia global, presente em 31 países.

Para Ana Tiengo, são muitos os benefícios obtidos por uma empresa ao aderir ao Projeto Brasil IT, entre os quais ter a oportunidade acompanhar importantes eventos e missões internacionais. “É muito importante fazer parte desse ecossistema no exterior para ampliar o networking, conhecer outras demandas e também as dores de outras organizações. Daqui, só podemos imaginar, mas estando lá e  conversando os insights são muito mais relevantes”, conclui.

Iniciado em 2005, o Projeto Setorial Brasil IT+ tem por objetivos gerar novas oportunidades de negócios no mercado internacional para as companhias brasileiras participantes, ampliar o volume de exportações, aumentar a exposição da indústria brasileira de TI e fortalecer a imagem do Brasil como um centro mundial de excelência no setor.

Ao longo dos próximos dois anos, R$ 20 milhões serão investidos em ações de promoção comercial no exterior. Os mercados-alvos prioritários do projeto são Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Portugal, Espanha, Colômbia e Chile.

Nesse novo ciclo, as empresas aderidas terão a oportunidade de passar por uma análise de maturidade internacional para o desenvolvimento de ações customizadas e de participar de atividades estratégicas de apoio à internacionalização.

Serão oferecidas ações estruturantes focadas em capacitação e inteligência comercial, além do suporte para a presença nos maiores eventos de tecnologia do mundo com foco em prospecção e realização de negócios com valores subsidiados.

Outros benefícios oferecidos às associadas são acesso prévio a informações qualificadas sobre os mercados-alvo, validação de produto e conexão com potenciais clientes e parceiros no exterior, bootcamps virtuais, rodadas de negócios e missões internacionais online e virtuais.

Os interessados em integrar o Projeto Setorial Brasil IT+ devem se inscrever no site https://brasilitplus.com/participar/ e, na sequência, seguir as etapas de avaliação do potencial de internacionalização e apresentação de suas demandas e estratégias de ação no exterior.