Por Fabrício Lourenço
Comunicação Softex

Brasília, 8 de fevereiro de 2021 – Produzir conteúdo em ampla temática na geração de conhecimento a ser utilizado como ferramenta de promoção do crescimento para empresas. Esse é um dos objetivos do MPS Talks, evento semanal que conta com o apoio da Softex.

De forma ampla, o MPS busca promover e expandir a qualidade de software e de serviços, a fim de incentivar o desenvolvimento do Brasil por meio da inovação.

A programação do mês de fevereiro, que já está fechada, traz, nesta quarta-feira (10), a partir das 13h, o tema “Caracterização de startups quanto ao processo, qualidade do produto e gestão de TI”, a ser ministrado por Adriano Bessa (Unifor) e Ana Regina da Rocha (CoPPE/UFRJ e Implementum).

O próximo encontro ocorrerá no dia 24 e trará o tema “Resultados de Pesquisa sobre desenvolvimento de Software na Pandemia”, a ser proferido por Marcos Kalinowiski (PUC-Rio).

Com meia hora de duração, o evento pretende abordar temas com foco em Tecnologia e Inovação durante todo o ano. As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas aqui.

Aporte foi liderado pelo Valor Capital. Recursos serão usados para acelerar internacionalização da startup brasileira, dona de uma plataforma de comunicação de código aberto usada pelo Credit Suisse, na Ásia, e pela Marinha dos EUA

A startup brasileira Rocket.Chat é uma das empresas mais internacionalizadas do Brasil. Dona de uma plataforma de comunicação, o produto da companhia é usado em mais d e 170 países e conta mais de 16 milhões de usuários ao redor do planeta.

Desse universo grande de usuários, poucos deles são pagos: cerca de 500 empresas. Mas são corporações do porte do Credit Suisse, na Ásia, e da Marinha dos Estados Unidos. Agora a Rocket.Chat, fundada pelo brasileiro Gabriel Engel, em 2015, dá o seu mais ousado passo para bancar sua ambição global.

A companhia acaba de captar R$ 100 milhões (US$ 18,9 milhões) em uma concorrida séria A liderada pelo Valor Capital. Passaram também a fazer parte da base dos acionistas a e.ventures, a Greycroft e a Graphene Ventures. Monashees, NEA, ONEVC e DFG seguiram o aporte.

“A intenção era captar US$ 10 milhões, mas a rodada foi extremamente competitiva e conseguimos quase o dobro”, afirma Engel, com exclusividade ao NeoFeed. “Podemos escolher os fundos que mais agregariam a nossa estratégia.”

O grupo de investidores que entraram na rodada dá uma medida da ambição. O Valor Capital, do embaixador Clifford Sobel, pode ajudar na conexão Brasil e EUA e na relação com governos. A e.ventures é especialista em open source, a base da plataforma de comunicação da Rocket.Chat. A Graphene Ventures, por sua vez, é um fundo americano com conexões no Oriente Médio. A Greycroft atua com força na área de mídia e marketing.

Esse grupo de investidores vai ajudar na expansão global da companhia. A maior parte da receita da Rocket.Chat já vem de fora. Os EUA são responsáveis por 40% do faturamento; a Europa, 20%; e a região da Ásia/Pacífico, 30%. O Brasil representa apenas 10%.

Os recursos serão usados também para triplicar o time de funcionários da startup, que deve passar dos atuais 70 para 210 ao longo de 2021. A grande maioria será contratada fora do País, em regiões que são consideradas vitais para a Rocket.Chat. Entre elas, a Alemanha e a Arábia Saudita.

“Serão pessoas para atuar nas áreas de suporte, de vendas e de pré-vendas”, afirma Engel. “Não teremos escritórios e vamos continuar nesse modelo de as pessoas trabalharem remotamente.”

De acordo com um investidor que participou do processo de captação da Rocket.Chat, a startup teve um crescimento forte em 2020 e estruturou as bases para seu próximo passo, investindo no produto e na parte comercial. “Foi uma série A padrão do Vale do Silício”, afirma o investidor, em um referência ao valor do aporte. “Agora, é a hora de escalar.”

A Rocket. Chat, cuja sede é em Porto Alegre, conta com uma versão gratuita do produto, que pode ser usado por qualquer pessoa ou empresa. Uma das versões pagas funciona no modelo de SaaS (software as a service). Mas ela representa apenas 20% de sua receita. A maioria dos contratos é para grandes empresas, que exigem algum nível de personalização e integração. Nos dois casos, o pagamento é por usuários por mês.

Além de ser uma plataforma de comunicação capaz de criar canais, grupos, chats e conferências, o produto da Rocket.Chat pode se conectar com diversas outras soluções do mercado, porque é um software de código aberto.

A lista de plataformas de comunicação que podem ser integradas ao Rocket.Chat é extensa. Ela vai do aplicativo de mensagens WhatsApp, do Facebook, passa pelo Slack, companhia comprada pela Salesforce por US$ 27,7 bilhões, e já chega até ao Teams, um produto da Microsoft. E inclui ainda o WeChat, da Tencent, o Skype, da Microsoft, ou o Apple Business, da Apple, entre muitos outros.

Para garantir essa flexibilidade, o Rocket.Chat pode ser instalado na infraestrutura tecnológica da empresa. Com isso, ele fica mais seguro e garante mais privacidade. Mas, por outro lado, exige equipes especializadas de tecnologia para fazer a configuração.

 

Por Ralphe Manzoni Jr.
NeoFeed

Startup Safe Drink, que participa do programa Conecta Startup Brasil, uma iniciativa do MCTI, ABDI e Softex , em parceria com a CNPQ, desenvolve projeto com foco em tecnologia acessível que garante água potável para famílias no Maranhão , gerando transformação e impacto social. A Softex, que foi essencial nesse processo, facilitou a conexão da Startup com a empresa Vale, além de apoiá-la com capacitação, investimento e suporte na conexão entre as partes.

Para ler o conteúdo da matéria, íntegra, clique aqui.

Israel é o mercado-alvo do mais recente Market Guide, produzido pela Softex com o objetivo de identificar e apresentar para as empresas participantes do Projeto Setorial Brasil IT+ – executado pela entidade em parceria com a Apex-Brasil – as diversas possibilidades de investimentos internacionais.

Um dos destaques de Israel é o seu posicionamento global em inovação, superando as expectativas com suas startups atraindo cada vez mais investimentos e registrando um expressivo sucesso comercial. No período de 2020 a 2021, o capital levantado por startups israelenses mais que quadruplicou, ficando em U$ 11,5 bilhões em 2020, enquanto a rodada média para startups cresceu 10% em 2020 em relação ao ano anterior.

Outra importante característica do mercado israelense são os expressivos investimentos realizados nas áreas de P&D na década de 1980, o que resultou na formação de uma força de trabalho altamente qualificada, especialmente nas áreas de ciências e engenharia. Em termos tecnológicos, o país tem uma liderança global que atrai cerca de 15% dos investimentos em capital de risco do mundo em segurança cibernética, se situando, segundo dados das Nações Unidas (2015), no décimo lugar no mundo em qualidade de P&D. Os esforços governamentais focaram na área da Tecnologia da Informação, mais especificamente nos segmentos de biotecnologia, nanotecnologia e tecnologias ambientais, sendo que Israel continua a manter sua força na área de tecnologia militar de ponta.

O país é considerado a “terra dos unicórnios” por ter gerado algumas das principais startups mundiais de sucesso, entre as quais Waze, Mobileye, Infinidat, Iron Source, Gett e OrCam Technologies.

O estudo apresenta ainda a “International Collaboration Division-Americas Operations”, integrante da “Israel Innovation Authority”, que tem por objetivo iniciar e desenvolver parcerias com governos latino-americanos, bem como com partes interessadas no setor privado.

Um dos capítulos do Market Guide Israel apresenta casos de cooperação integrantes do Programa de Colaboração em P&D entre o Brasil e Israel, aprovados em parcerias entre startups de ambos os países em janeiro de 2020:

  • Pelemix Ltd. (Israel) e Brasil Ambiental (Brasil): desenvolvimento de um substrato para aumento de rendimento agrícola no Brasil;
  • Brenmiller Energy Ltd. (Israel) e Brazilian Fortlev Energia Solar Ltd.: cooperação no âmbito de energia térmica;
  • Metrycom Communication Ltd. (Israel) e Energisa Soluções S.A (Brasil): cooperação para implementação de sensores inteligentes, sem fio e de baixo custo para monitoramento de grandes redes de distribuição de energia rural;
  • GreenRoad Driving Technologies Ltd. (Israel) e Energisa Soluções S.A: cooperação no campo da análise de condução e eficiência de frota.

Esses são alguns exemplos de como o acordo de Pesquisa e Desenvolvimento entre empresas e centros de pesquisa brasileiros e israelenses está fortalecendo a cooperação econômica entre ambos os países por meio de aplicações de tecnologia avançada.

Em sua conclusão, o Market Guide enfatiza que Israel é um dos líderes na área de inovação, podendo servir de exemplo de cooperação tripartite (Governo, academia e empresas), exatamente o modelo de trabalho desenvolvido pela Softex, gerando oportunidades para a troca de tecnologias e pesquisa.

Clique aqui para acessar gratuitamente a íntegra do conteúdo do Market Guide Israel.

Brasília, 29 de janeiro de 2021 – As inscrições para o programa Dream2B, que tem o objetivo de preparar as startups brasileiras para aceleração no Canadá, estão abertas até o dia 14 de fevereiro. As startups brasileiras que quiserem participar podem se inscrever aqui.

O  Programa Dream 2B, que é promovido em parceria pela Spark Centre, Softex e Synergy Lab Inc, está na sua 5ª edição e irá selecionar 15 startups em todo o país nas áreas de inteligência artificial, cidades inteligentes e veículos autônomos.

Além da oportunidade de participar do projeto de aceleração da Dream2B, as startups que tiverem seu modelo de negócios validado pelo programa e um ótimo fit com o mercado, poderão aplicar para o Startup Visa através do parceiro da Dream2b, que é uma das instituições designadas pelo governo federal Canadense.

De acordo com a gerente da área internacional da Softex, Ana Pires, “as startups já sairão preparadas para expandir seus negócios no Canadá” avisa.

O programa, que será no formato on-line, e que terá um mês de duração, está previsto para acontecer entre os dias 12 de abril a 7 de maio deste ano.  Para conhecer o conteúdo do programa clique aqui.

Vale destacar que as startups que mais se destacarem durante o programa terão a chance de receber investimentos de até CAD $500 mil dólares após o programa da Venture Builder.

O programa Dream2B conta com o apoio da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, Consulado-Geral do Brasil em Vancouver, Consulado-Geral do Brasil em Toronto, Nacional Angel  Capital Organization (Naco), BC Tech Association, City of Oshawa, LGPD Solution e Brazil-Canada Chamber of Commerce (BCC). Mais informações podem ser obtidas aqui.

 

*Por Jorge Sukarie

A discussão sobre a necessidade de o Brasil promover uma Reforma Tributária se estende há mais de três décadas, e apesar de algumas propostas terem sido aventadas ao longo deste período, nenhuma logrou êxito. Atualmente a discussão ganhou força e temos hoje duas PECs (Proposta de Emenda à Constituição) – uma na Câmara dos Deputados (PEC 45), e outra no Senado (PEC 110), além da proposta do Executivo de consolidação do PIS/COFINS numa Contribuição única (CBS) por meio do PL 3887, com chances de avançar.

O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo: atualmente acima de 32% do PIB. E, para agravar ainda mais o cenário, tem seguramente o mais complexo sistema tributário, obrigando as empresas a arcarem com altos custos com a apuração, escrituração e recolhimento dos tributos, além da elaboração e entrega de obrigações acessórias.

Este ambiente gera uma insegurança jurídica que afugenta os investimentos no Brasil. Ou, quando eles acontecem, acabam tendo um custo adicional para enfrentar este manicômio tributário que se instalou no País. Portanto, a necessidade de uma revisão do nosso Sistema Tributário é consenso para que se possa chegar a um sistema mais simples, de fácil arrecadação e menos custoso sob o ponto de vista operacional para as empresas no que tange ao recolhimento de tributos.

Porém, a primeira pergunta que se faz é se este seria realmente o momento mais apropriado para se promover a reforma tributária que o Brasil precisa, considerando que afetará a arrecadação de Municípios, Estados e Governo Federal, num momento em que estes entes Federativos estão com altíssimo déficit fiscal por conta dos gastos para o enfrentamento da pandemia causada por Covid-19. Não seria mais apropriado que esta pretensa Reforma Tributária viesse um momento de maior estabilidade e previsibilidade econômica e, consequentemente, de arrecadação, permitindo assim que seus resultados presumidos tivessem maior chance de acerto?

Outro ponto que chama a atenção, e que é comum às três propostas que atualmente encontram-se em discussão no Congresso, é que todas elas trazem um enorme aumento de impostos para o Setor de Serviços. Apesar da alegação de não preverem um aumento de arrecadação, em alguns casos, dependendo da proposta considerada, a carga tributária será multiplicada em quatro ou cinco vezes para compensar a suposta redução de carga de outros Setores da Economia.

Será que o cidadão brasileiro está disposto a pagar mais por serviços médicos, escolas, plano de saúde, transportes e tecnologia, para citar somente alguns exemplos? Será que não deveríamos focar na Reforma Administrativa, para termos um Estado mais moderno e eficiente, com um menor custo para o cidadão, antes de promovermos uma Reforma Tributária para arrecadar recursos que vão custear um Estado caro, deficiente, com baixa taxa de produtividade?

Um dos fatores que tem limitado a competitividade do Brasil é a sua baixa produtividade. E uma das formas mais eficientes para se ganhar produtividade são investimentos em tecnologia, em inovação. Portanto, o Setor de TIC será ainda mais estratégico para todos os segmentos da economia, permitindo ao Brasil dar o grande salto de produtividade que ele precisa para se destacar no cenário internacional.

Faz algum sentido aumentar a carga tributária de um setor tão estratégico para o Brasil em um momento em que o desenvolvimento será crucial para o sucesso da nação? A discussão sobre a Reforma Tributária que o País está buscando passa por responder a estas e outras perguntas que terão impacto no futuro do Brasil. Não podemos deixar de considerar diferentes setores que, de fato, são estratégicos para o País, e sem dúvida o setor de tecnologia está entre eles.

*Jorge Sukarie, vice-presidente do conselho da ABES