Por Redação Sofex

De acordo com dados dos Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação 2022, documento elaborado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em 2020 houve uma queda de 8,2%, no investimento em valores totais em pesquisa e desenvolvimento no Brasil em comparação ao ano anterior. Os dados seguem os parâmetros metodológicos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), para permitir comparabilidade internacional.

O valor de R$ 95,3 bilhões em 2019 caiu para R$ 87,1 bi em 2020. O investimento considera apenas a execução dos projetos, descontadas as atividades administrativas e de apoio, nos âmbitos público e empresarial (empresas públicas e privadas). A queda mais significativa envolve o setor empresarial, que reduziu seu investimento em R$ 9 bilhões. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), percentualmente, o investimento total caiu de 1,21% para 1,14% no período.

O estudo também revela que, diferentemente do cenário internacional, o Brasil concentra os pesquisadores em tempo integral nas universidades. Essa constatação pode ser um reflexo de que as empresas brasileiras investem menos em pesquisa e desenvolvimento do que deveriam, o que implica na baixa empregabilidade dos jovens pesquisadores. A falta de perspectivas com a carreira também pode estar no centro da queda da titulação nos cursos de doutorado.

Outro dado relevante envolve a participação brasileira na produção global de conhecimento. Mesmo tendo aumentado o número total de artigos indexados pela Scopus, que atingiu 94,517 mil em 2021, percentualmente e comparado ao panorama mundial, houve queda de 2,75% para 2,70%.

Confira aqui a íntegra do documento.

Por Karen Kornilovicz

Em mais uma iniciativa do Brasil IT+, parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Softex, 14 empresas brasileiras estarão presentes à XChange, evento que será realizado de 20 e 23 de agosto na cidade de Nashville, no Tennessee.

Esta edição do evento reunirá centenas de canais de vendas convidados, entre Value Added Resellers – VARs (canais de valor agregado), provedores de soluções, distribuidores e integradores de diversos setores tecnológicos dos Estados Unidos.

“Nossa presença neste evento tem o objetivo de levantar e estreitar o relacionamento com potenciais canais de vendas indiretos que atendam toda a América do Norte”, explica Jéssica Dias, líder de Projetos Internacionais na Softex.

Durante os quatro dias do XChange, as companhias nacionais demonstrarão as suas soluções no estande coletivo, participarão de reuniões privadas com potenciais parceiros, de eventos voltados para networking, do boardroom, para a apresentação das soluções aos canais previamente selecionados, entre outras atividades.

Para mais informações e inscrições acesse https://xchange2023.brasilitplus.com/

Por Redação Softex

Com o objetivo de qualificar mais de 30 mil profissionais nas áreas de segurança da informação e privacidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciou o lançamento do programa Hackers do Bem nesta segunda-feira, dia 22 de maio, em Brasília.

A solenidade de apresentação, realizada durante o 24º Workshop RNP (WRNP), contou com as participações de Henrique de Oliveira Miguel, representando o MCTI; Ana Oliveira, coordenadora de qualidade da Softex; Nelson Simões, diretor-geral da RNR; e Ricardo Figueiredo, diretor regional do SENAI SP.

Sob a coordenação da Softex, ele será executado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) em parceria com o SENAI-SP. Contará, para a sua realização, com R$ 30 milhões em recursos oriundos da Lei de TIC por meio do Programa Prioritário Nacional de Inovação (PPI).

“O Programa Hackers do Bem possui um valor estratégico para o Brasil ao contribuir diretamente com a qualificação profissional – que eleva o índice escolar – e ao estruturar elementos que fortalecem o ecossistema de cibersegurança. Os resultados vão desde avanços do País em uma área crítica que afeta de uma forma holística diferentes setores econômicos e que se refletem também na sociedade e na vida dos cidadãos”, avalia a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

Gratuito, o programa oferecerá inicialmente cinco cursos nos níveis de nivelamento, básico, fundamental, especializado e residência tecnológica para estudantes do ensino técnico, médio e superior, profissionais da área de tecnologia que buscam especialização e para quem procura migrar de área. Apenas na primeira fase, pretende recrutar pelo menos 30 mil alunos.

Durante a formação, eles terão acesso a aulas ao vivo, exercícios teóricos e práticos com a utilização de simuladores, vídeos e outros recursos. Os cursos têm coordenação acadêmica do Senai-SP e da Escola Superior de Redes (ESR), braço de capacitação da RNP, que possui mais de 17 anos de expertise em formação profissional em TIC.

“Somente no Brasil, há mais de 300 mil vagas que não são preenchidas por falta de profissionais de cibersegurança. O Hackers do Bem, além de desenvolver competências em segurança cibernética, impactando o mercado e todos os setores, estabelece mecanismos de integração e sinergia com diferentes atores dos ecossistemas de ensino, pesquisa, inovação e segurança da informação”, explica o diretor-adjunto de Cibersegurança da RNP, Emilio Nakamura.

O programa Hackers do Bem prevê ainda o fomento do ecossistema de inovação em cibersegurança para formação de empreendedores para área, desenvolvimento de projetos de P&D e a implantação de um hub nacional para este segmento, envolvendo instituições, associações, governo, reguladores, aceleradores, empresas, startups, empreendedores e alunos.

Para Ruben Delgado, presidente da Softex, “além de contribuir para que o déficit de profissionais na área seja rapidamente reduzido, o programa colaborará para a construção de uma indústria nacional de segurança cibernética inovadora, apoiada por pesquisas e por produções científicas de alto nível, capaz de reter talentos que possam realimentar o ciclo de produção do conhecimento, fortalecendo, assim, todo o ecossistema”.

“A digitalização é uma importante ferramenta na agenda de competitividade da indústria, sendo o profissional de cibersegurança fundamental para proteger as empresas das vulnerabilidades do ambiente digital.  Com esse programa, juntos, vamos impactar um grande número de pessoas, gerando empregos e fornecendo as pessoas capacitadas que a indústria precisa”, garante o diretor-regional do Senai-SP, Ricardo Figueiredo Terra.

Os interessados em participar do programa podem se cadastrar e receber informações em primeira mão em https://hackersdobem.rnp.br/home.

 

Por Redação Softex

Uma pesquisa do Instituto Affare para a Startse apurou que metade (50,5%) dos brasileiros têm medo de perder o emprego para uma IA. Em contrapartida, quase metade (49,4%) também já usou a tecnologia em algum momento. A pesquisa, realizada entre os dias 14 e 16 de abril, ouviu 577 pessoas e faz parte de uma iniciativa para mapear e educar sobre o uso de IA no mercado brasileiro.

Ainda que tenham medo de perder o emprego, os brasileiros parecem otimistas em relação às mudanças que a IA pode proporcionar. Para 45,4% dos entrevistados, a Inteligência Artificial pode trazer mais benefícios do que problemas. Já 25,6% acham que pode trazer mais problemas. Foram 50,7% os que afirmaram confiar na tecnologia, ante 39,3% que não confiam.

A saúde se destaca como a área que brasileiros acreditam será mais impactada pela IA, com 27,3% das respostas. Inclusive, 40,6% dos entrevistados disseram que talvez confiassem em um diagnóstico médico feito por IA, contra 24,3% que não confiariam e prefeririam um médico humano. Outros 21,4% afirmaram que confiariam totalmente.

A segunda é educação (21,1%). Nesse campo, 36,5% responderam que talvez confiassem na Inteligência Artificial como ferramenta nas escolas e estudos. Outros 28,4% afirmaram que não confiariam e prefeririam um professor humano. Já 18,3% confiariam totalmente.

Na sequência, respondentes disseram que será modificada pela tecnologia ciência (19,7%), negócios (13,4%), meio ambiente, (4,2%) e transportes (1,5%). Já para 4,6% dos respondentes, a IA “não ajuda” nenhuma área.

Por Redação Softex

O Instituto Federal do Paraná (IFPR) está com inscrições abertas para a segunda turma do “Curso de 5G”, uma parceria com a Softex através de uma ação do MCTI Futuro.

Com duração de 40 horas, o curso será realizado on-line e os alunos que apresentarem o melhor desempenho receberão vouchers para participar da prova de certificação em 5G da multinacional Huawei.

Os interessados têm até o dia 24 de maio para garantir sua vaga acessando https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf_fN1NIlCrV1I-1-rzgbKNk5cTHZsi_5vhtAMR_DZo2NgHRw/viewform

 

Por Redação Softex

Estão abertas as inscrições para a seleção das 50 empresas interessadas em cadastrar desafios tecnológicos próprios e praticar a inovação aberta por meio do programa Conecta Startup Brasil.

Trata-se de uma ação gratuita de pré-aceleração de startups em estágio inicial e realizada em conjunto pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Softex e o parceiro executor, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Em sua segunda edição, o programa contará com quase R$ 4 milhões em recursos para fomento sem comprometimento de participação societária (equity free).

“O mercado pode esperar uma nova geração de empreendedores que estejam cada vez mais focados nas suas demandas e que criem produtos e soluções tecnológicas que atendam às necessidades das empresas e, com isso, a gente cria uma simbiose entre as empresas que estão no mercado e os futuros empreendedores que nascerão mais bem colocados nesse cenário” afirma Bruno Jorge, Gerente de Difusão de Tecnologias da ABDI.

A inscrição e a participação no programa são gratuitas para empresas de todos os segmentos e tamanhos. Serão selecionadas as 50 que melhor comprovem sua aptidão para realizar inovação aberta com equipes empreendedoras e startups em estágio inicial por um período de até 12 meses.

Nesse processo, elas deverão cadastrar desafios tecnológicos, validá-los em reuniões on-line ou presenciais, realizar provas de conceito, acompanhamento técnico, mentorias e enviar um relatório de boas práticas e lições aprendidas ao final de cada fase.

Segundo dados do estudo “O Panorama da Inovação Aberta nas Empresas do Brasil” realizado pela Softex, 88% das empresas brasileiras já desenvolveram ações de inovação aberta, 67% tiveram as startups como principal perfil de parceiros e 76% vêm realizando investimentos em inovação com recursos próprios.

“Para as empresas, o programa é uma oportunidade para o fortalecimento da cultura de inovação aberta, inclusão no ecossistema, acesso a novas tecnologias e desenvolvimento de soluções inovadoras totalmente aderentes às suas necessidades”, ressalta Diônes Lima, vice-presidente executivo da Softex.

O Conecta Startup Brasil se destaca frente a outras iniciativas por focar em startups em estágio inicial de todas as regiões do país. Seu propósito é fortalecer o ecossistema de inovação brasileiro em uma ação integrada por meio da realização de conexões para solucionar demandas reais do mercado.

Em sua primeira edição, o programa capacitou mais de 600 empreendedores, conectando-os a 237 desafios tecnológicos de 50 empresas selecionadas em 23 áreas temáticas, entre as quais Vale, 3M, Bosch, Natura e Johnson&Johnson.

Para mais informações sobre a chamada para as empresas, visite https://conectastartupbrasil.org.br/. As inscrições estarão abertas até o dia 18 de junho.