O Thumbay Group, empresa do Emirados Árabes Unidos, está criando um cenário futurista único com instalações avançadas em educação, saúde e fitness no Metaverso. A solução consiste na construção de um aplicativo – em 25 idiomas – onde os usuários poderão criar avatares personalizados para interação. A primeira fase do projeto será lançada até o final deste ano.

A proposta do Hospital virtual – o primeiro do mundo, é proporcionar aos pacientes uma experiência imersiva na área da saúde, incluindo tele consulta, acessos a médicos, clínica, primeiros socorros e programas de saúde preventiva empregando realidade aumentada, realidade virtual e inteligência artificial para educar os pacientes e sugerir planos de tratamento.

A Universidade Médica virtual – batizada de Gulf Medical University – proporcionará aos alunos uma experiência imersiva em educação, oferecendo a capacidade de aprender e interagir no metaverso com o corpo docente e outros estudantes. Também será possível praticar habilidades em pacientes virtuais e acessar laboratórios 3D que empregam técnicas de gamificação para aprendizado rápido.

O Body and Soul Wellness Studio ajudará a comunidade em geral a acompanhar seus programas de condicionamento físico. Será possível selecionar diferentes cenários para que eles se motivem para fazer seus exercícios de forma regular. A análise de corpo inteiro ajudará o usuário a selecionar as melhores rotinas de exercícios. O aplicativo também terá um módulo de treinamento de Yoga específico para usuários efetuarem treinamentos visualizando as posturas corretas.

Segundo dados do mapeamento “A Rota de Investimentos em Startups 2022”, produzido pela plataforma Jupter em parceria com a comunidade de investidores Anjos & VCs há disponível, aproximadamente, R$ 18 bilhões de capital para investimento em empreendedorismo inovador no Brasil.

Apesar o cenário macroeconômico desafiador que pode reduzir o valuation das startups e tem levado muitas a reduzirem seu quadro de colaboradores e repensarem seus planos, o País conta com um ecossistema de investidores muito bem capitalizado, em especial para as em estágios iniciais de investimentos, como jamais visto antes.

Para Bruno Dequech Ceschin, co-founder da Jupter & Anjos&VCs, o mercado está, sim, disposto a tomar riscos. “Embora exista uma certa turbulência para empresas em estágios mais maduros, nos parece que não é o mesmo cenário para as que estão em estágio inicial. Certamente ajustes de preço, termos e condições acontecem de tempos em tempos e parece que voltamos a operar em outros patamares”, analisa.

De acordo com o mapeamento, o número de investidores cresceu desde 2020: são 24 aceleradoras contra 15 do estudo passado. O grupo de anjos, por sua vez, mais do que dobrou de tamanho, saltando de 16 para 33.

O capital comprometido e ainda não alocado, chamado de dry powder (pólvora, em tradução livre), subiu de R$ 5 para R$ 18 bilhões. O capital de risco também apresentou mudanças, crescendo de R$ 18 milhões para R$ 71 milhões em aceleração e de R$ 13 milhões para R$ 121 milhões com anjos.

Em pre-seed, o capital de risco passou de R$ 98 milhões para R$ 771 milhões; de R$ 3 bilhões para R$ 5,5 bilhões em seed; e R$ 2 bilhões para R$ 9,5 bilhões em series A – o maior incremento em volume.

A Rota de Investimentos 2022 aponta ainda que 89% dos investidores estão em busca de novas startups para investir, que 59% já investem e estão gerindo seus portfólios e um terço destes estão estruturando novos fundos de investimento.

A preferência dos investidores é investir em startups em estágio inicial (47%). Além disso, 33,9% se concentram no estágio seed, onde as empresas recebem fundos para trabalho inicial de pesquisa, desenvolvimento e validação de mercado. “O estágio de preferência único é apenas uma informação a ser considerada na captação e investimentos. Segundo o estudo, a maioria dos players participa de três rodadas diferentes”, complementa o Bruno Ceschin.

Na visão do executivo, o cenário é sim positivo, pois além de um aumento no capital disponível, o número de investidores também cresceu. A maior concentração está nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Clique aqui fazer o download do mapeamento “A Rota de Investimentos em Startups 2022”.

 

Por Ricardo Pedraza, Head of Business Development para Tribal na América Latina

Carros autoguiados, cirurgias realizadas por médicos a quilômetros de seus pacientes, realidade aumentada acessível e centenas de outras soluções digitais – como o ecossistema financeiro – devem estar cada vez mais presentes no Brasil em um futuro cada vez mais próximo com a chegada da tecnologia 5G no país.

A expectativa é que a tecnologia ofereça velocidade de conexão até 10 vezes mais rápida que a 4G, usada atualmente em território brasileiro, e, consequentemente, impulsione diversas soluções digitais, com potencial de ampliar a atuação de startups brasileiras e empresas baseadas no Brasil.

De acordo com um estudo feito pela empresa de consultoria Deloitte Brasil e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a demanda por soluções 5G para diversas áreas da economia tem o potencial de gerar R$101 bilhões durante a próxima década para as startups.

Cenário digital

Com a digitalização fortemente impulsionada durante o isolamento na pandemia, mais do que nunca, empresas, e trabalhadores dependem de processos digitais. O cenário representa uma oportunidade valiosa para a implementação de tecnologias e soluções que possibilitem a interação, e até mesmo a transformação, de processos usando a tecnologia 5G.

Na Tribal, temos visto que as plataformas digitais são fundamentais para aumentar a produtividade de empresas em diferentes estágios de crescimento, pois permitem que as equipes se concentrem em atividades que agregam mais valor ao negócio.

Maior horizonte de negócios

Com a chegada do 5G e sua automatização, processamento de dados mais forte e reforço de IA, combinados com o crescimento exponencial do comércio eletrônico, as empresas continuarão expandindo seu alcance para comprar e vender produtos on-line para um público específico em todo o mundo. Mas para eles, para participar desta atividade, devem ter uma plataforma digital e soluções de pagamentos que possibilitem e apoiem seu crescimento.

Mais agilidade e conectividade

Uma das maiores vantagens anunciada pelos desenvolvedores da tecnologia 5G é o aperfeiçoamento no desempenho da latência. O termo é usado para descrever quanto tempo os dados levam para sair de um ponto e chegar a outro. Ou seja, quanto menor a latência, melhor o desempenho e a velocidade da transmissão.

A expectativa é que esta evolução na transmissão de dados torne algumas soluções mais confiáveis e, portanto, mais difundidas entre os brasileiros. Especialistas estimam que o aumento de transmissão de grandes volumes de dados tornará serviços como a automatização mais estáveis e, portanto, mais populares.

Cerca de 80% dos executivos de redes de dados de empresas brasileiras veem a tecnologia sem fio avançada como a base para inovação e transformação, de acordo com uma pesquisa feita pela Deloitte Brasil. Em outubro, a empresa de consultoria entrevistou 51 profissionais que trabalham em instituições empenhadas na adoção do 5G agora, ou dentro de 3 anos, e traçou um panorama da expectativa em torno do crescimento da tecnologia nos próximos três anos.

Redução de custos

Além da inovação, a redução de custos também está entre as razões para adotar o 5G ao se integrar ao ecossistema digital. A previsão é que a convergência das telecomunicações e da Tecnologia da Informação em velocidade cada vez maior elimine processos lentos e onerosos, expandindo possibilidades de investimento em áreas críticas para o crescimento de startups em desenvolvimento, como a financeira, por exemplo.

Mais segurança

Outra preocupação que pode ser atenuada com a adoção do 5G é o aperfeiçoamento de mecanismos de segurança de dados e informações internas em empresas. A mudança provocada pela adoção do trabalho remoto tornou dados digitais mais expostos e, consequentemente, mais vulneráveis a vazamentos e ataques cibernéticos. Portanto, o investimento em segurança, de acordo com o público entrevistado, deve acompanhar as transformações dinâmicas pelas quais os ambientes de telecomunicação e tecnologia da informação passarão nos próximos anos.

Planejamento, Convergência e Consistência

A transformação trazida pelo uso do 5G no Brasil será grandiosa e inevitável. Por isso, é importante que empresas estejam atentas para importantes oportunidades de investimento em novas tecnologias que dialoguem com a recém-chegada geração de redes sem fios no Brasil, garantindo a transição segura do empreendimento a cada nova fase de convergência de tecnologias em telecomunicações. Somente com planejamento e investimento perene em soluções compatíveis com a dinâmica de ecossistemas digitais, as startups poderão crescer no mesmo ritmo do desenvolvimento digital atual.

 

Por semana, uma em cada 40 organizações sofre ataques cibernéticos, a começar pelos de ransomware (extorsão). Esse número, apurado no novo levantamento da Check Point Research (CPR), indica um aumento de 59% em relação a 2021. Houve também um crescimento expressivo no número de registros de ciberataques em geral: média de 1.200 ataques semanais por organização no mundo, um aumento de 32%. No Brasil, esse índice foi de 46%.

Mas, quanto custa uma violação de dados para uma organização? De acordo com o relatório anual Cost of a Data Breach Report (Custo de uma Violação de Dados) produzido pela IBM Security, custa US$ 4,35 milhões, uma alta história. O levantamento ouviu 550 organizações globalmente.

Com os custos de violação aumentando quase 13% nos últimos dois anos do relatório, as descobertas sugerem que esses incidentes também podem estar contribuindo para o aumento dos custos de bens e serviços. De fato, 60% das organizações estudadas aumentaram os preços de seus produtos ou serviços em razão da violação.

Além disso, 83% das organizações estudadas sofreram mais de uma violação de dados em sua vida. Outro fator que aumenta ao longo do tempo são os efeitos posteriores das violações nessas organizações, já que quase 50% dos custos desse delito são incorridos mais de um ano após o ataque.

O relatório ainda descobriu que:

  • quase 80% das organizações de infraestrutura crítica estudadas ainda não adotam estratégias de Confiança Zero (Zero Trust);
  • não vale a pena pagar por resgastes de ransomware;
  • 43% das organizações estudadas estão nos estágios iniciais ou não começaram a aplicar práticas de segurança em seus ambientes de Nuvem;
  • IA de segurança e automação lideram como economia de custos;
  • phishing foi a causa de violação mais cara, levando a US$ 4,91 milhões em custos médios de violação para as organizações que responderam.

Clique aqui para acessar o relatório completo.

Três startups integrantes do portfólio da Softex foram selecionadas para importantes programas de aceleração.

Focada no desenvolvimento de soluções utilizando tecnologias de visão computacional, inteligência artificial e machine learning, a Pix Force participou do Programa IA² MCTI – coordenado pela Softex – e está entre as nove finalistas para a fase de apresentação de plano de negócios do Plugin, o programa de inovação aberta da Ligga Telecom, realizado em parceria com a aceleradora Hotmilk, que recebeu inscrições de 155 empresas.

Já a Aceleradora 100+ anunciou os 20 negócios selecionados para a 4ª edição do programa de inovação aberta, criado pela Ambev e voltado ao desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras. Duas integram o portfólio da Softex e foram aceleradas durante o programa Conecta Startup Brasil: a Biotecland, especialista em produção de microrganismos para aplicações em sistemas agrícolas; e a Amachains, startup de rastreabilidade de cadeias produtivas especializada em soluções que usam blockchain e compliance.

Ambas participarão da etapa de Intensive Learning, processo com oito semanas de duração ao longo do qual os empreendedores terão a oportunidade de refinar suas propostas de piloto.

Em relação à atuação das ICTs, o relatório “Indústria de Software e Serviços de TIC no Brasil: caracterização e trajetória recente” apurou que 67,9% das 305 ICTs identificadas no Relatório FORMICT, em 2018, afirmaram ter uma política de diretrizes para ações de inovação, proteção à propriedade intelectual e transferência de tecnologia e 70,3% informaram possuir pedidos de proteção requeridos ou concedidos no ano. Desses, 97,8% foram efetivados no Brasil e 2% no exterior.

É interessante observar a distribuição regional, que indica importante concentração de ICTs na região Sudeste, mas que vem caindo (de 65,1% para 39,7%). A região Nordeste foi a que apresentou crescimento mais intenso no número de ICTs, seguida pelo Sul e Norte. Apesar disso, nenhuma das regiões se aproxima da quantidade de ICTs presentes no Sudeste.

A região Nordeste também exibiu aumento na participação sobre o total de ICTs no Brasil, passando de 7% para 20,6%; seguida da região Sul, que passou de 11,6% para 18,4%. A região Norte, que abrigava 7% das ICTs brasileiras em 2006, passou a 10,2% em 2018; e a região Centro-Oeste aumentou de 9,3% para 11,1%.

Para obter gratuitamente a íntegra o relatório acesse https://softex.br/inteligencia/