O relatório “Indústria de Software e Serviços de TIC no Brasil: caracterização e trajetória recente” identifica, também, que após dois anos de desaceleração no volume de serviços de TIC transacionados com o mercado internacional, o Brasil apresentou estabilidade em 2020, movimentando US$ 8,5 bilhões em negócios, um incremento de 7,7% que nos coloca na 24ª posição na corrente de comércio mundial.

Esse resultado foi motivado pelo desempenho de serviços computacionais – que reúne serviços de hardware e software, cresceu 10,6%. e respondeu por 82,7% do total da corrente de comércio do período. Quanto aos demais segmentos, Serviços de TI também registraram aumento de 7,5% no período, porém, o seu impacto no total das transações é baixo, pois a participação é de apenas 3,5%. Por outro lado, houve contração de 6,9% no volume de serviços de telecom, contendo o avanço das movimentações. Esse segmento contribuiu com 13,8% do comércio internacional do setor.

Desde o início da série histórica, em 2005, o Brasil exibe déficit na balança comercial de serviços do setor de TI e telecomunicações: o País adquire mais serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação do que fornece ao exterior. Em 2020, o saldo registrou saída de US$ 3,5 bilhões, que aprofundou o déficit comercial em 25,2% no ano. Apesar do déficit comercial histórico, cabe ressaltar que o crescimento médio anual das exportações foi bastante superior ao das importações no período – de 13,8%, comparado com 7,8% das importações, entre 2005 e 2020. Uma extrapolação realizada pelo Observatório Softex aponta que se este ritmo continuasse, a balança de serviços do setor poderia vir a ser superavitária em quinze anos, ou seja, em 2037.

“Não podemos pensar na expansão do mercado de TIC brasileiro sem levarmos em consideração o horizonte do mercado internacional e a importância de ampliar a nossa presença global”, destacou o ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Paulo Alvim, durante a apresentação dos resultados.

Para obter gratuitamente a íntegra o relatório acesse https://softex.br/inteligencia/

Em 2019, de acordo com o relatório “Indústria de Software e Serviços de TIC no Brasil: caracterização e trajetória recente”, 135,3 mil empresas – 2,6% de todo o mercado e o equivalente a 85,4% das empresas de Informação e Comunicação – formavam a Indústria de Software e Serviços de TIC (ISSTIC). Esse total representa um salto de 12,8% em relação a 2018, um resultado puxado principalmente pela indústria de software.

Vale dizer que elas respondiam por 58,3% do total de empresas da ISSTIC. Assim, é possível que esse aumento esteja relacionado ao crescimento da presença dos negócios no ambiente digital.

A indústria de software emprega 55% dos trabalhadores da ISSTIC. Chama a atenção a baixa média de colaboradores por empresa: apenas oito pessoas, considerando todos os subsegmentos. Isso significa que a Indústria de Software e Serviços de TIC é composta majoritariamente por microempresas.  Em 2021, o mercado de trabalho do setor encerrou com 15% a mais de profissionais contratados em relação ao ano imediatamente anterior.

Em 2019, o Brasil concentrava 65,1% das empresas da ISSTIC na região Sudeste. Embora isso represente quase dois terços do total do setor, a taxa já foi bem mais alta. Em 2006, 73% estavam concentradas nessa região.

Porém, a melhora nas condições de infraestrutura e de mão de obra para abertura de empresas desse setor em outras regiões fizeram com que o Sudeste perdesse oito pontos percentuais na participação das empresas da ISSTIC. A maior expansão foi percebida na região Nordeste, que saltou de 6% para 9,3%.

Para obter gratuitamente a íntegra o relatório acesse https://softex.br/inteligencia/

 

 

A Indústria de Software e Serviços de TIC (ISSTIC) no Brasil registrou uma produção estimada em US$ 53,3 bilhões em 2021, valor que responde por 82,8% do total dos serviços produzidos pelo setor de TIC e aponta para um crescimento de 6,5% em relação ao observado no ano anterior.

Essas conclusões integram o relatório “Indústria de Software e Serviços de TIC no Brasil: caracterização e trajetória recente”, lançado pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações (MCTI) e elaborado pela equipe de pesquisadores do Observatório Softex, unidade de estudos e pesquisas da entidade.

“Os resultados apurados nesse estudo nos surpreenderam positivamente e deixam clara a importância de políticas públicas de fomento consistentes e os resultados que elas podem entregar. Esses dados nos servirão de guia, por exemplo, no fechamento da estratégia de transformação digital na estamos trabalhando nesse momento. Esse levantamento deixa claro que o mercado de TIC brasileiro tem crescido a uma taxa acima do setor global, que as Novas Tecnologias devem impulsionar esse segmento e se tornar cada vez mais relevantes para o avanço da TIC brasileira nos próximos anos e que o País tem aumentado a oferta de serviços de suporte à infraestrutura de conectividade”, destacou o ministro da Ciência Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim.

O relatório se baseia em dados oficiais e de institutos de pesquisa com o objetivo de ampliar a discussão sobre o setor, criação de séries históricas, facilitando, inclusive, a realização de comparativos com outros mercados mundiais.  O ponto de partida são dados e informações provenientes de fontes oficiais, incluindo tabelas especiais de pesquisas do IBGE.

“Com esse estudo, oferecemos a instituições públicas e privadas dados fundamentais para apoio na tomada de decisões e na implementação de políticas setoriais. Desta forma, será possível traçar com mais precisão estratégias eficazes para a promoção e o desenvolvimento da indústria brasileira de software e serviços de TI”, avalia Ruben Delgado, presidente da Softex.

Dividida em 5 capítulos, a publicação reúne números, análises e projeções que
traçam uma radiografia do setor incluindo o perfil das empresas, sua participação na economia e na balança comercial do país, quantidade e distribuição geográfica e o papel das ICTs, além de projetar perspectivas para o futuro sob o ponto de vista tanto do mercado nacional como internacional.

Nesse levantamento, a ISSTIC foi analisada com base em quatro grandes segmentações das atividades: Indústria de Software, Serviços de TI, Serviços de Telecomunicações e Outros Serviços Relacionados.

CENÁRIO PROMISSOR – De acordo com o relatório, os últimos anos foram atípicos, apresentando múltiplos desafios, principalmente em decorrência da pandemia desencadeada com a Covid-19. Nesse contexto, a atuação do mercado de tecnologia foi essencial para trazer soluções ao novo formato de trabalho e à aceleração da transformação digital.

No ano passado, estima-se que a indústria de software, responsável por cerca de um quinto da ISSTIC, cresceu 9,2% e Telecomunicações apenas 1,9%. Aliás, em termos de produção, Telecom perdeu espaço para a indústria de software e serviços de TI entre 2019 e 2021. Nesse período, inclusive, serviços de TI foram destaque com o melhor desempenho: crescimento médio de 6,5% ao ano e aumento da participação na ISSTIC de 2,5 pontos percentuais.

Vale ressaltar que o País é um dos grandes players globais em telecomunicações, abrigando mais de 30% da população da América Latina, e o maior mercado da região para o segmento. Apesar da importância, Telecom registrou queda na participação na ISSTIC de três pontos percentuais no período. Já a indústria de software aumentou ligeiramente a sua contribuição à ISSTIC (+0,5 ponto percentual) nos anos comparados.

Em termos de projeções futuras para o Brasil, o relatório estima para a ISSTIC gastos 8,2% maiores em 2022, chegando à casa dos US$ 69,7 bilhões, o equivalente a um aumento de 1,3% na participação no mercado mundial de serviços de TIC. Esse desempenho estaria relacionado ao mercado de software, impulsionado pelo crescimento da economia digital como resposta ao novo cenário gerado pela pandemia, demandando investimentos consideráveis ​​em segurança de dados e na aceleração da migração para a nuvem.

Para obter gratuitamente a íntegra o relatório acesse https://softex.br/inteligencia/

 

No dia 25 de julho, será lançada a BlackWin, primeira plataforma de investidores-anjo liderada por mulheres negras.

As startups early stage (estágio inicial) interessadas em obter recursos da BlackWin nas rodadas de investimento – que podem chegar a R$ 100 mil/cada – deverão ser fundadas por pessoas negras que detenham pelo menos 50% do capital social ou possuir uma equipe majoritariamente negra em cargos de C-Level.

Também serão considerados critérios de inovação social ou tecnológica, o quanto o projeto é capaz de solucionar gargalos importantes do país e contribuir para atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da ONU.

Já integram a plataforma 20 mulheres negras apoiadoras, pertencentes a diferentes áreas, como jurídico e due diligence, contábil, finanças corporativas, empreendedorismo, consultoria empresarial, compliance, administração de fundos e investimentos de impacto.

 

Com informações do e-Investidor Estadão

A desenvolvedora e publisher DX Gameworks lança durante o Best International Games Festival (BIG Festival), o principal evento de lançamentos de jogos da América Latina, o game educativo Amazon Quest, uma iniciativa financiada pela Microsoft no âmbito do Programa Prioritário de Empreendedorismo Inovador (PPEI*), criado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) e coordenado pela Softex com o objetivo de desenvolver o ecossistema de empreendedorismo da região Amazônica.

No Amazon Quest, inspirado na Expedição Científica Roosevelt–Rondon realizada em 1913, jogador terá a oportunidade de explorar de barco o grande rio Amazonas e seus afluentes, administrando e comercializando recursos e visitando muitas cidades, vilas e tribos. A selva não facilitará a exploração e o jogador enfrentará durante a jornada animais perigosos e até doenças tropicais.

“Nosso objetivo com o Amazon Quest é contar uma rica parte da história brasileira através de um jogo divertido, bonito e rico em conhecimentos sobre a história, fauna e flora da Amazônia.  Uma história que merece ser contada.  É nossa homenagem a uma região que nos recebeu com braços abertos”, destaca André Freitas, diretor de desenvolvimento e produtor de jogos da DX Gameworks, multinacional brasileira com escritórios em São Paulo, Manaus, Brasília, Estados Unidos e Portugal fundada em 2020 e com mais de 20 games em desenvolvimento.

A startup conta com investimento do fundo Bertha Capital e apoio da Xbox Brasil, para auxiliar o desenvolvimento e a publicação de jogos com metodologia e processos inovadores. A meta para 2022 é lançar ao menos 10 jogos, sendo três deles criações originais da DX Gameworks e, a partir do ano que vem, pelo menos 12 jogos.

Com opções de participação presencial e online, o BIG Festival será realizado no São Paulo Expo até o próximo domingo (10) e exibirá nesta edição mais de 200 jogos. No ano passado, o evento impactou mais de 20 milhões de pessoas apenas no Brasil e gerou mais de US$ 50 milhões em negócios.

Para conhecer em detalhes o game Amazon Quest, clique aqui

 

* O PPEI é uma iniciativa do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia, inserido na área de P&D da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), ligada ao ministério da Economia. Responsável pelas políticas de fortalecimento do Polo Industrial de Manaus (PIM) e de estímulo ao desenvolvimento de sua área de atuação, a SUFRAMA identifica potencialidades regionais e cria condições para transformá-las em oportunidades de negócios.

 

Um ano após o leilão da tecnologia 5G, o país se prepara para implementar, até o final deste mês, um dos serviços mais importantes  da nova geração de internet voltada para dispositivos móveis com maior velocidade e consideráveis mudanças para usuários e empresas. E a capital federal será a primeira cidade, no dia 7 de julho, a receber a tecnologia.

Mas, o que realmente vai mudar no dia a dia dos usuários em geral? A velocidade de conexão é uma delas, pelo menos é a promessa que todos esperam que se concretize. Para se ter uma ideia, com a nova tecnologia será possível baixar e enviar arquivos rapidamente, reduzir o tempo de resposta entre diferentes dispositivos e obter conexões mais estáveis.  Outro destaque do 5G é que será possível acoplar vários dispositivos simultaneamente, tornando a conexão mais rápida e melhorando a qualidade dos serviços on-line.

Recentemente, a Softex – em conjunto com a Huawei – publicou os white papers “IA Brasil” e “Desenvolvimento de Talentos Pan-Indústria 5G+ Brasil”. Neste último, são abordados os desafios que o Brasil enfrentará a partir da entrada em operação dos serviços 5G em diversos setores, as competências nacionais, as necessárias atualizações da estrutura organizacional das empresas e as habilidades fundamentais para que o país possa entrar nessa nova era tecnológica. 

Para acessar o white papers clique aqui

Confira o cronograma de implementação da tecnologia 5G no Brasil:

  • 31 de julho de 2022: funcionamento em todas as capitais brasileiras (Brasília começa no dia 7 de julho
  • 31 de julho de 2025: funcionamento em cidades com mais de 500 mil habitantes;
  • 31 de julho de 2026: funcionamento em cidades com mais de 200 mil habitantes;
  • 31 de julho de 2027: funcionamento em cidades com mais de 100 mil habitantes;
  • 31 de julho de 2028: funcionamento em cidades com mais de 30 mil habitantes.