Prosseguem até o próximo dia 28 de junho as inscrições para o Além, programa da Ambev de desenvolvimento de novos negócios em conjunto com startups.

Em sua terceira edição, ele conectará startups às áreas de negócios da companhia para que elas criem em conjunto novos produtos, serviços e modelos de negócios para além da Ambev.

Nesta terceira edição, são 15 os desafios prioritários, entre os quais governança e inteligência de dados aplicados ao marketing, ampliação da oferta de serviços nos PDVs, personalização da experiência do consumo de bebidas, soluções de distribuição, WEB 3.0, blockchain e criptoativos.

O Além conta com 6 fases: inscrições, divulgação das selecionadas para o one-to-one, imersão para cocriação, seleção dos pilotos, execução dos pilotos e apresentação de resultados. A Ambev disponibilizará às startups selecionadas recursos financeiros para execução dos pilotos e acesso a fornecedores, com possibilidade de escala e conexão com lideranças de diferentes áreas.

Desde o seu lançamento, o Além se conectou a 50 Startups, realizou 13 pilotos em diferentes verticais e investiu mais de 160 horas e R$ 1,4 milhão em soluções inovadoras.

Podem participar do programa startups de todas as verticais em fase de tração e escala e que já possuam solução pronta e validada no mercado. Para informações adicionais e inscrições clique aqui

Já estão disponíveis para download os white papers “IA Brasil” e “Desenvolvimento de Talentos Pan-Indústria 5G+ Brasil” elaborados em conjunto pela Softex e pela Huwaei.

O “IA Brasil” faz um importante alerta: a capacidade de camada básica de IA no Brasil precisa ser aprimorada. O cluster de infraestrutura de IA – que consiste em chips, servidores e infraestrutura de rede – deve ser construído e desenvolvido para que essa tecnologia possa efetivamente trabalhar em prol do desenvolvimento e da transformação do país.

O estudo também trata do atual cenário e das tendências de uso de inteligência artificial no futuro tanto no Brasil como no mundo, arquiteturas e tecnologias-chave para suportar a IA no país e um panorama sobre a estratégia brasileira de desenvolvimento de inteligência artificial, propondo, inclusive alternativas e um plano de fases para elevar seu emprego no Brasil até 2025 em prol do cidadão, do setor industrial e das cidades inteligentes de forma que as empresas possam se adaptar a esse novo cenário.

Já o white paper “Desenvolvimento de Talentos Pan-Indústria 5G+ Brasil” aborda os desafios que o Brasil enfrentará a partir da entrada em operação dos serviços 5G em diversos setores, as competências nacionais, as necessárias atualizações da estrutura organizacional das empresas e as habilidades fundamentais para que o país possa surfar essa nova corrida tecnológica.

O documento destaca, ainda, algumas áreas-chave relativas ao desenvolvimento de talentos 5G e ressalta que essa tecnologia tem permitido a convergência OT + TIC, interconectando sistemas de plataforma da indústria e das operadoras para formar um “Modelo de Plataforma Descentralizada de Serviço” que está impactando e promovendo mudanças nas operações, na organização, bem como nos requisitos de habilidade, funções e tipos de talentos das empresas.

Para acessar gratuitamente a íntegra dos dois conteúdos acesse https://softex.br/estudoshuaweiesoftex/

 

Criada em 2019, a startup de consultoria em TI Data Machina trabalha, como o próprio nome sugere, como uma poderosa máquina de dados.

Ivo Pons, sócio-fundador da startup, foi um dos palestrantes do Fórum IA², realizado durante o Softex Experience, e destacou a importância e o sucesso de iniciativas de inovação aberta realizadas em parceria com clientes como a MRS Logística.

“Inicialmente, pensamos em focar nossas atividades em serviços públicos e como avançar na digitalização e na integração dessas atividades com dados das cidades e na experiência dos usuários. Isso nos ajudou a direcionar o trabalho, formar equipes e ir, gradativamente, construindo um percurso. Mas a pandemia nos fez ajudar o rumo para além dos serviços públicos, pois percebemos que havia uma demanda muito maior das empresas não nativas digitais que estavam em processo de digitalização e para as quais a inovação aberta poderia ser um caminho”, disse Pons.

Durante o processo de aceleração e acesso ao mercado dentro do Programa IA² MCTI, houve muitas oportunidades de conexão capazes de trazer um impacto real tanto para o setor como para o país. Nessa jornada, a Data Machina se uniu à aceleradora E-volve e também com o CPQD, um dos maiores centros de pesquisa e desenvolvimento da América Latina. “A relação aberta e franca com a equipe, o apoio no entendimento das questões administrativas e as conexões fomentadas foram fundamentais em nosso processo de desenvolvimento”, relembrou Ivo Pons.

Três anos após a sua fundação, a Data Machina está relacionada entre as Top10 citytechs do 100 Open Startups do país. “Fechamos grandes parcerias, o que eu considero o ponto alto do Programa IA² MCTI, pois conectou efetivamente todos os envolvidos, além de reduzir o risco de ambos os lados, facilitando a adoção de novas tecnologias”, concluiu Pons.

Em parceria com a empresa Neoenergia, a Pix Force, startup acelerada no Programa IA² MCTI, criou um sistema para identificação de furto de energia em áreas rurais a partir de software de inteligência artificial. O projeto, detalhado no Forum IA2 durante o Softex Experience, foi iniciado em setembro de 2021 e visa identificar áreas de desvio de energia no Oeste da Bahia.

Empregando câmeras e drones de última geração, a empresa de tecnologia utilizou o processamento automático de imagens de satélite para ajudar a Neoenergia a solucionar o problema o furto de energia elétrica, conhecido popularmente como “gato”.

Com o cruzamento de dados de imagens captadas por câmeras, o sistema inteligente consegue ranquear as unidades consumidoras com maior probabilidade de fralde. “A Pix Force criou uma rede neural que busca dados de diversos lugares”, disse Pedro Pascoal, que é o Product Owner da empresa. “Por meio das imagens, conseguimos apontar onde existe maior possibilidade de fraude na rede elétrica”, explica Pascoal.

Desta forma, a Pix Force tem conseguido mapear as regiões com possíveis furtos de energia e assim, notificar a Neoenergia para verificar o problema nos locais indicados. Pascoal comentou que através “da inteligência artificial há uma precisão maior na busca de fraudes”, o que facilita para a empresa de energia na verificação dos furtos. A expectativa do projeto é contribuir para a redução dos custos da empresa com os furtos de energia.

Na visão da Neoenergia, é esperado que o projeto com a Pix Force seja capaz de “incorporar neste contexto de transformação digital para a detecção da perda de energia de forma mais assertiva e mais escalável”, afirma Bruno Melchior, gerente de inovação corporativa da empresa.

Melchior acredita que com a tecnologia que utiliza imagens de satélites, a Neoenergia tem “a possibilidade de explorar campos mais distantes, justamente para agregar energia em volume considerável”.

Do mesmo modo, Daniel Moura, CEO da Pix Force, acena de forma muito positiva sobre a relevância do projeto com a Neoenergia. Moura pontua que esse problema acarreta maiores custos para o consumidor que acaba pagando mais caro. “Ao identificar os principais pontos de furto de energia, o resultado disso pode reduzir o custo da conta de energia para a população”, afirma o CEO.

O projeto iniciado pela Pix Force foi aprovado em setembro de 2021 e está em fase final de execução.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Softex renovaram o convênio do Projeto Setorial Brasil IT+, o maior e mais abrangente plano de internacionalização competitiva de empresas desenvolvedoras de software e prestadoras de serviços já implementado no país.

Nesse painel especial no Softex Experience, Eros Silva, da ApexBrasil; Rogério Godoy, Head de Marketing na SenhaSegura; e Leandro Coletti, vice-presidente de vendas da Rocket.Chat, conversaram com Jéssica Dias, da Softex, sobre os muitos caminhos e as múltiplas possibilidades para a realização de um projeto de internacionalização de sucesso.

Coletti, da Rocket.Chat, plataforma de comunicação empresarial que hoje conta com mais de 12 milhões de usuários em 150 países, lembrou que uma ação da Softex realizada por ocasião da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, permitiu contatos que até hoje são importantes comercialmente para a empresa. “É fundamental que o empresário brasileiro pense global e busque entender o país com o qual quer fazer negócio”, recomendou.

“A empresa precisa ter clareza do seu potencial e de suas limitações”, alertou Rogério Godoy, Head de Marketing na SenhaSegura, ressaltando que no início do processo de sua internacionalização usou uma rede de distribuidores. “Nosso foco inicial foi a quantidade e hoje já podemos buscar mais qualidade”, comentou, acrescentando que a empresa está hoje presente em mais de 45 países em cinco continentes.

Ao longo dos próximos dois anos, o Projeto Setorial Brasil IT+ investirá R$ 20 milhões em ações de promoção comercial no exterior. Os mercados-alvos prioritários do projeto são Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Portugal, Espanha, Colômbia e Chile.

 

 

Até 2026, segundo o estudo 2021 global report: The state of new-business Building, da McKinsey, CEOs de grandes empresas preveem que metade de suas receitas virá de produtos, serviços ou negócios que ainda não foram criados.

É aí que entram as Corporate Venture Building (CVB), que aproveitam os melhores recursos da própria organização, de parceiros e do universo das startups para gerar novos empreendimentos e negócios para uma empresa já estabelecida.

O painel sobre Inovação Aberta do Softex Experience, que teve a participação de Greyce Franzmann, líder de gerenciamento de mudanças em projetos da Vale, teve por objetivo analisar os modelos de relacionamento entre corporações e de que forma as CVBs estão impactando o ecossistema de inovação nacional.

Na oportunidade, Greyce Franzmann apresentou dados que apoiam a visão do CVB como uma solução efetiva para inovação disruptiva. Startups criadas por corporações têm 62 vezes mais chances de se tornarem negócios em larga escala – com faturamento acima de US$ 100 milhões – em relação às startups tradicionais e 80% das dez maiores empresas do mundo são venture builders em série.

É importante ressaltar que o trabalho de criação de uma startup feito por meio de uma CVB difere do processo de incubadoras e aceleradoras.  Enquanto as incubadoras funcionam como um ambiente para que startups possam nascer e se desenvolver e as aceleradoras intensificam o seu desenvolvimento, uma CVB coloca a mão na massa entregando ao cliente a startup pronta em troca de participação acionária.

Hoje, o Brasil domina o ecossistema latino-americano de startups possuindo mais de 17 mil empresas de base tecnológica de acordo com um levantamento da Sling Hub.

Para Greyce, a relação entre as CVBs e os ecossistemas de inovação passa pela adoção de um mindset empreendedor, “que permite alimentar o crescimento da empresa, estimular a mudança, garantir a melhoria contínua, aumentar o pool de ideias e identificar novas áreas para inovação, aumentar a diversidade, ajudar a empresa a se destacar e a se tornar mais adaptável, atraindo e colaborando para reter melhores talentos”.